Mulheres na computação III

Já fiz alguns posts nesse blog falando da perspectiva feminina na computação (vejam os posts Mulheres na computação, Mulheres na computação II, Preconceito com mulheres na computação). É verdade que já faz um bom tempo isso, mas hoje o assunto voltou na minha cabeça devido a um tweet da @ariadne_m que levava a um post bastante interessante discutindo a questão da diferença no uso das TICs por homens e mulheres: Gênero e Internet – necessidade de inclusão para muito além do acesso.

A última pesquisa do CETIC.br mostra que o acesso a Internet por homens e mulheres hoje encontra-se em equilíbrio. Mas será a inclusão é apenas isso? Apenas o acesso às TICs garante a real inclusão das mulheres nesse universo? É sobre isso que o post fala, leiam…

Lembro de uma história que uma professora minha me contou que quando fazia faculdade, o professor disse que ela estava tomando vaga de um homem que realmente iria exercer a profissão, pois ela se casaria e iria acabar cuidando da casa. Anos mais tarde, ela encontrou esse mesmo professor e teve a satisfação de mostrar a ele o quanto estava errado.

Isso mostra que, com certeza, a inclusão das mulheres no universo da computação tem avançado, tanto como usuárias quanto como profissionais da área. Mas ainda falta muito para se tornar igualitário.

Agora que sou professora em uma escola técnica (nos cursos de técnico em informática e informática para internet), reparo ainda mais na distribuição entre os gêneros. Nas minhas turmas do curso técnico em informática para internet (web design), entre 25% a 30% dos alunos são mulheres, enquanto que as de informática tem por volta de 15% a 20%. A minha percepção é que a porcentagem de mulheres desistentes nos cursos é menor do que a de homens, apesar de não saber uma explicação para isso (tenho vontade de levantar os dados sobre gêneros para descobrir se é só impressão ou se é real)…

E essa é uma discussão que continua…

3 thoughts on “Mulheres na computação III

  1. Hmm… mas eu sou da opinião que essa diferença na distribuição é puramente cultural. Acho que ou interesse (ou a falta de) das mulheres nesta área, deve-se muito a forma como as mulheres foram criadas. Por exemplo os pais podem incentivar uma filha com coisas menos geek e então estas muito provavelmente seguirão um caminho diferente do ramo tecnológico.

  2. Oi Nathalia,

    computação é uma área de exatas, e já vemos poucas meninas indo pra essa área desde o colégio. Você tem alguma sugestão (não precisa de dados, só "chute" mesmo) de pq isso acontece?

    Abraço!

  3. Sinceramente eu acho que uma boa parte dessa disparidade na distribuição entre os gêneros em áreas de exatas se deve sim a um fator cultural. É normal um pai pedir para um filho ajudá-lo a fazer manutenções na casa, furar parede, trocar lâmpada, instalar a nova TV, programar o video cassete (essa é da minha época)…

    Eu não tenho irmãos homens… Então, eu que muitas vezes ajudei meu pai nessas coisas que os "meninos" fazem na casa. Meu pai me comprou video game quando eu tinha uns sete anos de idade. Eu sempre gostei de matemática e, como sempre queria saber mais, meu pai me ensinava coisas de matemática que eu ainda não havia aprendido na escola.

    No meu caso parece que a influência do meu pai foi importante para ter ido para a área de exatas, além do fato de não ter irmãos e meio que ter assumido o posto que seria reservado para o filho (chute meu). Mas, por outro lado, minha irmã teve o mesmo pai e virou advogada, haha. Então não deve ser apenas cultural… Acho que tem algo a ver com as habilidades de homens e mulheres serem diferentes, já que os cérebros são diferentes (eu já ouvi falar disso, apesar de ser um assunto muito controverso). Mas mesmo que existe essa diferença "biológica", ainda acho que a cultura deva ser um fator mais forte para que isso ocorra…

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